terça-feira, agosto 29, 2006

Avaliação do Ato

Avaliação do ato

O ato foi um sucesso! Muita gente participando e contribuíndo. A polêmica gerada, ocasionou fortes discussões e iniciativas de apoio, reforçando que a sociedade está cansada das práticas maquiavélicas dos políticos e começa a sentir que a democracia representativa é um ardiloso estrategema para manipular os oprimidos sob a égide do sistema burguês. É claro que o grande desafio é canalizar toda esta raiva em direção a alternativas viáveis a construção de uma política além do voto, e foi o que tentamos fazer na medida do possível, levando nossos materiais e nossas propostas. O samba do voto nulo, apesar da falta de alguns instrumentos e ensaios, superou a expectativa dos participantes e adicionou um toque de cultura popular anti-capitalista ao ato. O ato foi interessante como termômetro de uma nova foram de política que não se paute por modelos verticalizados.

Esperamos que os próximos tenham o mesmo grau de participação dos envolvidos e das pessoas interessadas e ao que parece a campanha aumenta seu fôlego e energia! Muitos prometeram participação em nossas assembléias e esse é o melhor tipo de retorno que o comitê pode esperar. Muitos até ficavam intrigados com o fato do comitê, ser um comitê horizontal, sem lideranças ou "presidenciáveis" e funcionar de maneira tão eficiente, como ficou provado na organização pré-ato. Isso prova que outros modelos de organização são possíveis em todas as instâncias que pudermos atuar.

Em breve colocaremos links para alguns textos teóricos para endossar nossa posição sobre o voto nulo("visão sem ação é sonho e ação sem visão é pesadelo" como diz um ditado japonês) e a política além do voto e se possível, também algumas fotos do ato.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Ato dia 28/08 - segunda-feira


Vamos todos as Ruas!!!

Ato do comitê no Largo da Carioca, dia 28/06, segunda-feira às 11:00h da manhã, centro do rio.

Exposição de material, distribuição de panfletos e cartazes da campanha.

O horário é meio ingrato, mas aproveite o o horário do seu almoço e dê um pulinho lá que vai ser bacana....

PELO VOTO NULO! ABAIXO A DEMOCRACIA REPRESENTATIVA FALIDA!
PELA POLÍTICA ALÉM DO VOTO! PELA AUTOGESTÃO SOCIAL! HORIZONTALIDADE E DEMOCRACIA DIRETA!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Revolta cidadã: protesto que virou modelo

Proibição de entrada de políticos em bairro desperta responsabilidade social e ganha apoio

Por Marcos Galvão - mgalvao@odianet.com.br

Rio - No começo era apenas um protesto de faixas contra políticos oportunistas que prometem, prometem, e não cumprem. Mas a indignação dos moradores do bairro da Cacuia, em Nova Iguaçu, ganhou a simpatia e a adesão de milhares de pessoas em todo o estado, que viram na crítica silenciosa um exemplo de como gritar por dignidade, uma revolta cidadã.

A luta por saneamento básico — água, luz e esgoto encanado — tem sido constante na Baixada Fluminense. Mas os moradores da Cacuia não esperavam que esta nova forma de responsabilidade social fosse tão aplaudida e se transformasse num exemplo para comunidades distantes. Moradores de bairros como Jardim Marajoara, em Japeri; Suruí, em Magé; e Prados Verdes, em Nova Iguaçu, aprovaram o movimento e o repetirão.
A manifestação da Cacuia por cidadania começou há quatro meses, quando um grupo de moradores se reuniu e decidiu impor as regras pré-eleitorais do bairro: candidatos seriam proibidos de entrar na comunidade; faixas de apoio a políticos, nem pensar. As faixas pedindo distância dos candidatos oportunistas vieram depois. "Não recriminamos este ou aquele candidato. Apenas queríamos manifestar a desilusão da comunidade com as promessas não-cumpridas. Estamos cansados. Queremos obras", explica William Alves Bruno, 47 anos, um dos organizadores do movimento.

MANIFESTAÇÃO

A mobilização por cidadania não pára no protesto com faixas no bairro. Uma manifestação, marcada para quarta-feira, na Estrada de Austin, planeja reunir cerca de mil moradores. "Reivindicaremos obras", explica Paulo César Gonçalves, enquanto aponta para uma vala na Rua Iara, uma das principais do bairro. Segundo ele, durante a semana o bairro recebeu apoio de moradores de comunidades vizinhas.
Centenas de internautas manifestaram, através do DIA Online, opinião favorável à iniciativa dos moradores. Alguns deram até sugestões. Muitos enfatizaram que pretendiam fazer o mesmo em suas comunidades. "Ficamos orgulhosos. É uma prova clara de que existem outras pessoas insatisfeitas com políticos", acrescenta Paulo César.
Ele conta que o movimento começou com cerca de 15 moradores, mas hoje já conta com a participação de centenas de pessoas, interessadas em melhorar a qualidade de vida do bairro.

Prados Verdes já encomendou sua faixa

Moradores de Prados Verdes, em Nova Iguaçu, já tentaram outras formas de protesto contra o abandono do bairro por políticos depois de eleitos. Recentemente, um grupo foi para a porta da prefeitura com sacos nos pés, para mostrar como passam nas ruas sem asfalto do local quando chove. Mas as ruas continuam sem pavimentação. Ao ver o resultado positivo na Cacuia, que após matéria de O DIA sobre a revolta cidadã no local ganhou asfalto, decidiram fazer o mesmo. Já encomendaram uma faixa com os dizeres: ‘Não queremos mais políticos para prometer, e sim para agir’. "Os candidatos só vendem ilusão e nós, cidadãos, estamos cansados. A faixa ficará na entrada do bairro para mostrar a nossa insatisfação", explica Sebastião Palagar, presidente da associação de moradores.

A presidente da Associação de Moradores de Suruí, em Magé, Renilda Jardim, afirma que a comunidade também quer colocar faixas pedindo distância dos políticos. "Tentamos apresentar carta compromisso a candidatos, mas ninguém nos ouve. Vamos protestar", diz. Maria Lúcia Souza, da Associação de Moradores de Jardim Marajoara, em Japeri, garante que vai buscar apoio para repetir o gesto.

domingo, agosto 06, 2006

Corrupção não tem religião

Evangélicos no olho do furacão

Agência Estado

Na lista de 90 parlamentares notificados na semana passada pela CPI dos Sanguessugas, acusados de envolvimento com esquema de compra de ambulâncias superfaturadas, tem de tudo: de promotor de justiça a pecuarista, de militar reformado a médico. Chama a atenção, no entanto, a presença dos parlamentares da chamada frente parlamentar evangélica. E há três razões para isso.

A primeira é o volume: foram arrolados 30 nomes de bispos, pastores e obreiros de igrejas evangélicas, o que representa quase metade da frente de 62 parlamentares. A segunda razão é o fato de tais parlamentares terem sido eleitos brandindo a bandeira da moralização. "A maioria vêm de igrejas pentecostais, que apontam a política como espaço demoníaco e defendem a eleição de homens de Deus, indicados por elas, para exorcizá-la", observa o pesquisador Leonildo Silveira Campos, da área de ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo.

Um deles dos acusados, o bispo João Mendes de Jesus (PSB-RJ), que teria recebido em espécie do esquema dos sanguessugas, até escreveu um livro nessa área, com o título "Servindo a Deus na Vida Pública". O livro foi lançado pela editora da igreja à qual ele pertence, a Universal do Reino de Deus.

Fundada e dirigida por Edir Macedo, essa igreja, de inspiração neopentecostal, é a que mais investe na política. Curiosamente, também é a mais envolvida nas denúncias: 17 dos 18 deputados da Universal estão na lista.

Em segundo lugar, aparece a Assembléia de Deus, com nove deputados sob suspeita. As outras são as Igrejas do Evangelho Quadrangular, com dois nomes, e a Internacional da Graça e a Batista, cada uma delas com um parlamentar citado.

O envolvimento dos evangélicos também chama a atenção por causa da freqüência com que isso vem acontecendo. Em 1993, quando emergiu o escândalo dos deputados que enriqueciam manipulando emendas orçamentárias, na CPI do Orçamento, descobriu-se que um dos artífices do esquema, Manoel Moreira (PMDB-SP), representava a Assembléia de Deus na Câmara.

No ano passado, ao explodir o escândalo do mensalão, o bispo Carlos Rodrigues (PL-RJ) foi apontado como um dos articuladores do esquema. Acuado, ele renunciou antes de enfrentar a cassação.

O nome de Rodrigues, que perdeu o título de bispo e o cargo de coordenador político da Universal, também apareceu nas CPIs dos Bingos e dos Correios. E agora em maio, no arrastão que a Polícia Federal promoveu para prender os envolvidos no esquema dos sanguessugas, ele foi um dos primeiros.

Freqüentemente, ao serem acusados, os evangélicos reagem com a afirmação de que são vítimas de perseguição religiosa. Foi o que disse Rodrigues quando o então deputado Roberto Jefferson denunciou a participação dele no mensalão. Agora, também se repetem comentários deste tipo.

Afirma-se que o alto número de arrolados seria vingança do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), da CPI dos Sanguessugas. Defensor de propostas liberalizantes na área dos costumes, como a regulamentação da profissão de prostituta e a parceria entre homossexuais, Gabeira sempre foi atacado pelos evangélicos.

O deputado Pastor Reinaldo (PTB-RS), vice-presidente da frente evangélica, não descarta a hipótese de perseguição de Gabeira; e insiste que o fato de o parlamentar ter sido incluído na lista não significa que seja culpado. Por outro lado, acredita, o escândalo pode estimular igrejas a reforçar suas comissões de ética: "Esses episódios nos entristecem. A maioria dos evangélicos que vieram para cá tinha o propósito de trabalhar com ética e moralidade. Infelizmente, a carne fraquejou. É lamentável, mas aconteceu".

Apesar do escândalo, os evangélicos mantêm a meta de dobrar o número de deputados neste ano. De acordo com estudioso Ari Pedro Oro, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, algumas igrejas, especialmente a Universal, costumam dizer aos fiéis que a presença do demônio é tão forte no Congresso que até homens enviados por Deus sucumbem: "Em seguida, dizem que é preciso reagir ao demônio, enviando homens mais fortes e em maior quantidade".

sexta-feira, agosto 04, 2006

Comunidade do orkut do Comitê

Segue o link da comunidade do orkut, do comitê Voto Nulo - RJ

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18229143

Participem! Vamos dar alguma utilidade para o orkut!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Então, segue o calendário do Comitê Pró-Voto Nulo

19/08 - Assembléia Geral às 15:00h do Comitê Pró-Voto Nulo - RJ na Rua Torres Homem 790 / Vila Isabel no Centro de Cultura Social - RJ
(próximo ao final da rua 28 de setembro, shopping Iguatemi ou pizzaria Parmê de Vila Isabel)

28/08 - Ato público do Comitê no Largo da Carioca às 10:00h(concentração)

07/09 - Participação do comitê no Grito dos Excluídos

Os candidatos mais ricos do Brasil

Eles nos representam? Veja você mesmo!

Conheça os 5 candidatos mais ricos do Brasil

Bens de candidatos superam PIB de 5 Estados

Retirado do Jornal do Terra


Os cinco homens mais ricos que terão seus nomes brilhando na tela da urna eletrônica em 1º de outubro acumulam um patrimônio de R$ 1,1 bilhão. São donos de quase 15% do conjunto de bens dos 19 mil candidatos que disputarão a eleição. Se doassem o que têm aos miseráveis, poderiam sustentar, sozinhos, as dezenas de milhões de inscritos no programa Bolsa Família por pelo menos dois meses.


O perfil dos cinco mais ricos é bem balanceado. Há um candidato ao Senado, dois candidatos a governador, um candidato a deputado federal e um a deputado estadual - distribuídos por cinco Estados diferentes, no Nordeste, Sudeste e Sul: Rio de Janeiro, Alagoas, São Paulo, Paraná e Pernambuco. Há self-made man e há herdeiros. Urbanos e rurais.


A lista dos candidatos mais ricos é encabeçada pelo tucano Ronaldo Cézar Coelho, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Com uma fortuna originada no mercado financeiro, o irmão do ex-árbitro de futebol Arnaldo Cézar Coelho foi um dos principais financiadores da campanha do prefeito do Rio, César Maia, de quem se tornou secretário municipal. O candidato do PSDB tem um patrimônio de R$ 493 milhões.


O segundo da lista tem um perfil bastante diferente. O usineiro João Lyra (PTB) saiu dos bastidores da política alagoana para assumir uma posição de protagonista na política do Estado. Herdeiro do poder de uma tradicional família alagoana, alimentou sua fortuna com os rendimentos de antigos engenhos transformados em usinas através de gerações. Com o excedente, investiu em empresas de mídia, jatinhos e transportes. Declarou bens no valor total de R$ 236 milhões.


O deputado federal Odílio Balbinotti, do PMDB do Paraná, também tem sua fortuna baseada em propriedades agrícolas. Mas, diferentemente do usineiro alagoano, o paranaense amealhou seus milhões na fronteira agrícola do Centro-oeste, cultivando grãos no Mato Grosso. É um milionário de nova geração, com R$ 124 milhões declarados à Justiça eleitoral.


Candidato a voltar ao governo do Estado de São Paulo, Orestes Quércia (PMDB) também saiu de uma origem pobre no interior paulista para juntar um patrimônio multimilionário. Seus bens estão distribuídos entre propriedades agrícolas e meios de comunicação. Nos últimos anos, mesmo longe de cargos eletivos, praticamente dobrou sua fortuna ao vender um jornal. Mesmo omitindo o valor de alguns bens em sua declaração, chega a R$ 111 milhões.


O quinto mais rico e o terceiro peemedebista da lista é um candidato a deputado estadual em Pernambuco. Paulo Pereira da Costa também tem sua riqueza baseada em propriedades agrícolas, concentradas na região de São Bento do Una, no interior pernambucano. Ele declarou bens no valor total de R$ 107 milhões. A lista dos mais ricos tem algumas exclusões, por motivos diversos. Não entraram no ranking candidatos que não receberão votos em 1º de outubro, como vice-governadores e suplentes de senador. Isso exclui Beto Studart, vice na chapa de Lúcio Alcântara (PSDB) no Ceará, com patrimônio de R$ 519 milhões, bem como o vice de José Roberto Arruda no Distrito Federal, o senador Paulo Octavio (PFL), dono de bens no valor de R$ 323 milhões.

Também foram excluídos da lista candidatos cuja declaração de bens apresentam inconsistências. Foi o caso de Israel Cajaí, candidato a deputado federal pelo PTB em São Paulo, que declarou apenas cinco bens à Justiça eleitoral, mas que, somados, chegam a R$ 4,3 bilhões. Entre seus bens bilionários estão títulos centenários de companhias de estradas de ferro que não existem mais.