quinta-feira, setembro 14, 2006

Protesto em Nova Iguaçu ganha aderentes

Efeito Cacuia ganha força Bom resultado de protesto em Nova Iguaçu cria movimentos organizados em outros bairros

Marcos Galvão (jornal O Dia)

Rio - O que era um simples protesto contra políticos que prometem e não cumprem se transformou em instrumento de luta por cidadania. Moradores do bairro Cacuia, em Nova Iguaçu, que espalharam faixas do tipo “sem obra, sem voto”, hoje são referência para lideranças de outros municípios. Ontem, em Imbariê, Duque de Caxias, por exemplo, o movimento “Sem água, sem voto”, inspirado na revolta cidadã do bairro Cacuia, decidiu fundar uma associação de moradores.
“Não sabíamos a força que tínhamos. Liderança de outros locais nos ligam e querem saber detalhes da nossa organização”, diz William Alves Bruno, 47 anos, um dos líderes da comissão do Cacuia. Um mês depois do protesto, a comunidade foi beneficiada com troca de lâmpadas em postes, ruas asfaltadas, além de uma reunião com o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias.

MINUTA PARA PREFEITO

“Percebemos que não adiantava só cobrar melhorias. Definimos prioridades e fizemos uma minuta que foi entregue ao prefeito. Ele elogiou o movimento”, conta William. De um pedido inicial de cinco ruas asfaltadas, a comunidade conseguiu outras oito. A primeira parte das obras começa este mês.

A comissão tem reuniões semanais na casa de um morador, quando são abordados os principais assuntos da comunidade. O próximo passo é fundar uma associação. “Depois que conseguir obras de saneamento, vamos partir para outras conquistas”, diz Paulo César Gonçalves, da comissão.

MAIS UNIÃO

Depois do protesto, o grupo passou a receber a adesão de outros moradores, que antes não acreditavam no movimento, como os de Rodilândia e do Km 32, em Nova Iguaçu. “Percebemos que somos mais fortes se nos unirmos”, revela Paulo César.
O sociólogo Orlando Júnior, da ONG Fase, disse que a revolta cidadã no Cacuia pode ser o início de uma nova fase na formação de associações de bairros. “Na Baixada, o movimento foi forte na década de 80, mas sempre sob a tutela de instituições fortes, como a Igreja Católica. Hoje, os moradores demonstram maior grau de independência”, disse.

Imbariê ganhará associação

O movimento “Sem água, sem voto” vai ganhar legitimidade. Inspirada nos moradores do bairro Cacuia, a comunidade começou protestando contra a falta d’água pintando frases nos muros. Depois, pintou camisetas e fez passeata. Agora, o grupo vai fundar uma associação de moradores.

Ontem, em reunião, a comissão de moradores decidiu que a associação poderá reivindicar benefícios de maneira mais eficiente. “Vamos entrar com ações no Ministério Público cobrando explicações dos políticos para a falta d’água no bairro”, explica Elias Jamaica da Silva, 46 anos, um dos líderes do movimento no local.

O grupo já até escolheu o nome: ‘Imbariê tem jeito’. “É a resposta que queremos dar para aqueles que pensam que os problemas do bairro não têm solução. Basta acreditar na nossa força”, conta Elias Jamaica.

As acomodações ainda são acanhadas. As reuniões são feitas à sombra de uma árvore. Mas isso não enfraqueceu o movimento. “Pelo contrário. Cada vez mais pessoas querem participar”, explica Elias. O grupo também reivindica passagens mais baratas e serviços de cartório no bairro.

sábado, setembro 02, 2006

Existe política para além do voto?

"Um fantasma ronda a democracia representativa, o fantasma do voto nulo, de Lula a Alckmin, dos esquerdistas partidários aos liberais democratas..."

Para iniciar um debate efetivo sobre a questão do voto nulo, é necessário primeiramente desconstruir alguns mitos que foram perpetuados a seu respeito pelos defensores da manutenção dessa ordem e da perpetuação desse sistema político vigente. É bem verdade, que o voto nulo, vincula-se erroneamente na maioria das vezes, como um sinônimo de alienação política, como um descompromisso com questões sociais, carência de vontade de participação, etc... Isso se fundamenta sem duvida numa análise um tanto quanto superficial e limitada, dos que enxergam a democracia representativa como a única forma possível e irrefutável de se fazer política. Primeiramente, é necessário compreendermos melhor a construção da política e das relações de poder e é Focault que nos dá algumas pistas em "A Microfísica do Poder"... Toda relação humana em sociedade é carregada de conteúdo político, podendo se construir mecanismos extremamente eficazes de opressão e subordinação. O poder não se restringe simplesmente as relações de estado, ele perpassa as mais variadas instancias sociais. Dentro dessa análise e em uma possível inversão de valores , o jogo da democracia representativa, este sim é o grande bastião da alienação política e para isso faremos uma breve análise etimológica do verbo alienar. Do latim, alienare, verbo transitivo direto, significa transferir para outrem o domínio de, alhear. O voto se tornou uma ferramenta de construção de duas ideologias fundamentais, fasificações da realidade. A primeira, o mito do eleitor participativo que se sente agente de alguma mudança efetiva na vida política. O segundo e talvez mais importante, o voto como ausência de responsabilidade que exime o eleitor dito "conscienciente" e que transfere a sua capacidade de participação para a classe política. O voto nesse sentido é erroneamente elevado a um status de bem absoluto da liberdade e da participação, quando na verdade é utilizado na prática como alienação política.

Para entendermos esse fenômeno é compreensível enxergarmos na história do Brasil a recente conquista do voto. A partir de meados dos anos 60, o governo autoritário e golpista, fundamentou-se pelo bloqueio de todos os canais de participação efetivos, construiu fortes aparatos contra a liberdade humana, tais como a censura prévia e a tortura que são inegavelmente práticas de cunho deplorável. Com a abertura política e o fim da censura prévia em meados dos anos 80, dois novos bastiões emergiram como símbolos da nova republica e da sociedade pseudo democrática. Contrói-se o mito da mídia livre e do "voto livre e obrigatório" os quais se configurariam como conquistas importantes. É inegável que a democracia representativa, por mais problemática que seja é um sistema onde existem maiores "liberdades políticas" do que o anterior, mas por outro lado, com nosso modelo político economico neo liberal, é imprescinsdível admitir que ocorreu uma verdadeira transposicão no dominio do poder: ontem a ditadura de estado, hoje a ditadura de mercado. É preciso superar esse modelo democrático representativo falido!!! Soma-se a isso a mídia corporativa, que com o fim de censura se torna o nosso novo "Ayatola", na prática os interesses das grandes corporações e a necessidade de comercialização imediata se sobrepõe a finalidade informativa e ao compromisso social. O nosso novo bem supremo, a ditadura do voto, se alia com a ditadura de mercado midiática formando um verdadeiro circo dos horrores que bombardeia a população e que a um olhar mais aprofundado destrói a ingênua ilusão do voto livre e consciente. Fora a obrigatoriedade desse "direito conquistado" do voto, é inegável a problemática da obrigatoriedade da propaganda política de rádio de televisão. O público alvo desses programas é o eleitor das camadas populares e medianas que assistem a TV aberta, visto que os de maior poder aquisitivo podem estar a salvo em seus canais da tv a cabo. São as camadas menos informadas da população que interessam fundamentalmente ao "jogo democrático", vistas como um terreno fértil para o "voto de cabestro" ou a dádiva de benefícios paliativos, como praticas populistas do tipo "Construção de restaurantes de 1 real" ou coisa que o valha.

Voltando sobre a prática do voto nulo, apos descontruirmos alguns mitos, é necessário entende-lo como uma forma de protesto social legitima, de demonstração de insatisfação com o modelo representativo pretensamente democrático, ou ainda uma estratégia revolucionária de pressão política . O voto nulo consciente é uma arma, que em primeira instancia, pode ser utilizada pelo eleitor no momento em que o mesmo não se sinta contemplado por nenhum dos programas politicos dos candidatos, ou em última instancia como uma forma de negação do modelo de democracia representativa vigente. Enquanto continuarmos delegando um papel secundário para o voto nulo, desmerecendo e menosprezando sua força política, não será possível um debate mais profundo e continuaremos vendo nosso modelo decadente e representativo como uma verdade absoluta. Existe sim, a emergência de uma construção de uma política participativa de base, da transformação de estruturas econômicas sociais, de criar canais efetivos de participação e universalização e não de esperar eternamente pela ação da classe política. Principalmente nesse momento de desilusão é preciso estarmos ativos e participativos, em nossas vidas, em nossos DCE's, em nossos CA's, em nossas Associações de moradores, em nossos sindicatos, enfim, só assim conseguiremos construir uma sociedade mais justa.
Por uma nova política de base, por uma nova ética social, é essa a minha luta, e o voto nulo? É um eixo no processo de construção de uma nova ordem social.

!!!Existe política para além do voto!!!

Filipe Proença

terça-feira, agosto 29, 2006

Avaliação do Ato

Avaliação do ato

O ato foi um sucesso! Muita gente participando e contribuíndo. A polêmica gerada, ocasionou fortes discussões e iniciativas de apoio, reforçando que a sociedade está cansada das práticas maquiavélicas dos políticos e começa a sentir que a democracia representativa é um ardiloso estrategema para manipular os oprimidos sob a égide do sistema burguês. É claro que o grande desafio é canalizar toda esta raiva em direção a alternativas viáveis a construção de uma política além do voto, e foi o que tentamos fazer na medida do possível, levando nossos materiais e nossas propostas. O samba do voto nulo, apesar da falta de alguns instrumentos e ensaios, superou a expectativa dos participantes e adicionou um toque de cultura popular anti-capitalista ao ato. O ato foi interessante como termômetro de uma nova foram de política que não se paute por modelos verticalizados.

Esperamos que os próximos tenham o mesmo grau de participação dos envolvidos e das pessoas interessadas e ao que parece a campanha aumenta seu fôlego e energia! Muitos prometeram participação em nossas assembléias e esse é o melhor tipo de retorno que o comitê pode esperar. Muitos até ficavam intrigados com o fato do comitê, ser um comitê horizontal, sem lideranças ou "presidenciáveis" e funcionar de maneira tão eficiente, como ficou provado na organização pré-ato. Isso prova que outros modelos de organização são possíveis em todas as instâncias que pudermos atuar.

Em breve colocaremos links para alguns textos teóricos para endossar nossa posição sobre o voto nulo("visão sem ação é sonho e ação sem visão é pesadelo" como diz um ditado japonês) e a política além do voto e se possível, também algumas fotos do ato.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Ato dia 28/08 - segunda-feira


Vamos todos as Ruas!!!

Ato do comitê no Largo da Carioca, dia 28/06, segunda-feira às 11:00h da manhã, centro do rio.

Exposição de material, distribuição de panfletos e cartazes da campanha.

O horário é meio ingrato, mas aproveite o o horário do seu almoço e dê um pulinho lá que vai ser bacana....

PELO VOTO NULO! ABAIXO A DEMOCRACIA REPRESENTATIVA FALIDA!
PELA POLÍTICA ALÉM DO VOTO! PELA AUTOGESTÃO SOCIAL! HORIZONTALIDADE E DEMOCRACIA DIRETA!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Revolta cidadã: protesto que virou modelo

Proibição de entrada de políticos em bairro desperta responsabilidade social e ganha apoio

Por Marcos Galvão - mgalvao@odianet.com.br

Rio - No começo era apenas um protesto de faixas contra políticos oportunistas que prometem, prometem, e não cumprem. Mas a indignação dos moradores do bairro da Cacuia, em Nova Iguaçu, ganhou a simpatia e a adesão de milhares de pessoas em todo o estado, que viram na crítica silenciosa um exemplo de como gritar por dignidade, uma revolta cidadã.

A luta por saneamento básico — água, luz e esgoto encanado — tem sido constante na Baixada Fluminense. Mas os moradores da Cacuia não esperavam que esta nova forma de responsabilidade social fosse tão aplaudida e se transformasse num exemplo para comunidades distantes. Moradores de bairros como Jardim Marajoara, em Japeri; Suruí, em Magé; e Prados Verdes, em Nova Iguaçu, aprovaram o movimento e o repetirão.
A manifestação da Cacuia por cidadania começou há quatro meses, quando um grupo de moradores se reuniu e decidiu impor as regras pré-eleitorais do bairro: candidatos seriam proibidos de entrar na comunidade; faixas de apoio a políticos, nem pensar. As faixas pedindo distância dos candidatos oportunistas vieram depois. "Não recriminamos este ou aquele candidato. Apenas queríamos manifestar a desilusão da comunidade com as promessas não-cumpridas. Estamos cansados. Queremos obras", explica William Alves Bruno, 47 anos, um dos organizadores do movimento.

MANIFESTAÇÃO

A mobilização por cidadania não pára no protesto com faixas no bairro. Uma manifestação, marcada para quarta-feira, na Estrada de Austin, planeja reunir cerca de mil moradores. "Reivindicaremos obras", explica Paulo César Gonçalves, enquanto aponta para uma vala na Rua Iara, uma das principais do bairro. Segundo ele, durante a semana o bairro recebeu apoio de moradores de comunidades vizinhas.
Centenas de internautas manifestaram, através do DIA Online, opinião favorável à iniciativa dos moradores. Alguns deram até sugestões. Muitos enfatizaram que pretendiam fazer o mesmo em suas comunidades. "Ficamos orgulhosos. É uma prova clara de que existem outras pessoas insatisfeitas com políticos", acrescenta Paulo César.
Ele conta que o movimento começou com cerca de 15 moradores, mas hoje já conta com a participação de centenas de pessoas, interessadas em melhorar a qualidade de vida do bairro.

Prados Verdes já encomendou sua faixa

Moradores de Prados Verdes, em Nova Iguaçu, já tentaram outras formas de protesto contra o abandono do bairro por políticos depois de eleitos. Recentemente, um grupo foi para a porta da prefeitura com sacos nos pés, para mostrar como passam nas ruas sem asfalto do local quando chove. Mas as ruas continuam sem pavimentação. Ao ver o resultado positivo na Cacuia, que após matéria de O DIA sobre a revolta cidadã no local ganhou asfalto, decidiram fazer o mesmo. Já encomendaram uma faixa com os dizeres: ‘Não queremos mais políticos para prometer, e sim para agir’. "Os candidatos só vendem ilusão e nós, cidadãos, estamos cansados. A faixa ficará na entrada do bairro para mostrar a nossa insatisfação", explica Sebastião Palagar, presidente da associação de moradores.

A presidente da Associação de Moradores de Suruí, em Magé, Renilda Jardim, afirma que a comunidade também quer colocar faixas pedindo distância dos políticos. "Tentamos apresentar carta compromisso a candidatos, mas ninguém nos ouve. Vamos protestar", diz. Maria Lúcia Souza, da Associação de Moradores de Jardim Marajoara, em Japeri, garante que vai buscar apoio para repetir o gesto.

domingo, agosto 06, 2006

Corrupção não tem religião

Evangélicos no olho do furacão

Agência Estado

Na lista de 90 parlamentares notificados na semana passada pela CPI dos Sanguessugas, acusados de envolvimento com esquema de compra de ambulâncias superfaturadas, tem de tudo: de promotor de justiça a pecuarista, de militar reformado a médico. Chama a atenção, no entanto, a presença dos parlamentares da chamada frente parlamentar evangélica. E há três razões para isso.

A primeira é o volume: foram arrolados 30 nomes de bispos, pastores e obreiros de igrejas evangélicas, o que representa quase metade da frente de 62 parlamentares. A segunda razão é o fato de tais parlamentares terem sido eleitos brandindo a bandeira da moralização. "A maioria vêm de igrejas pentecostais, que apontam a política como espaço demoníaco e defendem a eleição de homens de Deus, indicados por elas, para exorcizá-la", observa o pesquisador Leonildo Silveira Campos, da área de ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo.

Um deles dos acusados, o bispo João Mendes de Jesus (PSB-RJ), que teria recebido em espécie do esquema dos sanguessugas, até escreveu um livro nessa área, com o título "Servindo a Deus na Vida Pública". O livro foi lançado pela editora da igreja à qual ele pertence, a Universal do Reino de Deus.

Fundada e dirigida por Edir Macedo, essa igreja, de inspiração neopentecostal, é a que mais investe na política. Curiosamente, também é a mais envolvida nas denúncias: 17 dos 18 deputados da Universal estão na lista.

Em segundo lugar, aparece a Assembléia de Deus, com nove deputados sob suspeita. As outras são as Igrejas do Evangelho Quadrangular, com dois nomes, e a Internacional da Graça e a Batista, cada uma delas com um parlamentar citado.

O envolvimento dos evangélicos também chama a atenção por causa da freqüência com que isso vem acontecendo. Em 1993, quando emergiu o escândalo dos deputados que enriqueciam manipulando emendas orçamentárias, na CPI do Orçamento, descobriu-se que um dos artífices do esquema, Manoel Moreira (PMDB-SP), representava a Assembléia de Deus na Câmara.

No ano passado, ao explodir o escândalo do mensalão, o bispo Carlos Rodrigues (PL-RJ) foi apontado como um dos articuladores do esquema. Acuado, ele renunciou antes de enfrentar a cassação.

O nome de Rodrigues, que perdeu o título de bispo e o cargo de coordenador político da Universal, também apareceu nas CPIs dos Bingos e dos Correios. E agora em maio, no arrastão que a Polícia Federal promoveu para prender os envolvidos no esquema dos sanguessugas, ele foi um dos primeiros.

Freqüentemente, ao serem acusados, os evangélicos reagem com a afirmação de que são vítimas de perseguição religiosa. Foi o que disse Rodrigues quando o então deputado Roberto Jefferson denunciou a participação dele no mensalão. Agora, também se repetem comentários deste tipo.

Afirma-se que o alto número de arrolados seria vingança do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), da CPI dos Sanguessugas. Defensor de propostas liberalizantes na área dos costumes, como a regulamentação da profissão de prostituta e a parceria entre homossexuais, Gabeira sempre foi atacado pelos evangélicos.

O deputado Pastor Reinaldo (PTB-RS), vice-presidente da frente evangélica, não descarta a hipótese de perseguição de Gabeira; e insiste que o fato de o parlamentar ter sido incluído na lista não significa que seja culpado. Por outro lado, acredita, o escândalo pode estimular igrejas a reforçar suas comissões de ética: "Esses episódios nos entristecem. A maioria dos evangélicos que vieram para cá tinha o propósito de trabalhar com ética e moralidade. Infelizmente, a carne fraquejou. É lamentável, mas aconteceu".

Apesar do escândalo, os evangélicos mantêm a meta de dobrar o número de deputados neste ano. De acordo com estudioso Ari Pedro Oro, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, algumas igrejas, especialmente a Universal, costumam dizer aos fiéis que a presença do demônio é tão forte no Congresso que até homens enviados por Deus sucumbem: "Em seguida, dizem que é preciso reagir ao demônio, enviando homens mais fortes e em maior quantidade".

sexta-feira, agosto 04, 2006

Comunidade do orkut do Comitê

Segue o link da comunidade do orkut, do comitê Voto Nulo - RJ

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18229143

Participem! Vamos dar alguma utilidade para o orkut!